Imagine isso. Você quer ver uma comédia. Então você quer comida mexicana picante. Neste momento, você tem que fazer o trabalho manual. Abra o navegador. Vá para o Google. Encontre teatros. Leia resumos. Escolha um filme. Feche a guia. Abra um novo. Procure restaurantes perto desse teatro específico. Verifique os comentários. Repita até que seu cérebro pareça uma papa. Você visita meia dúzia de sites apenas para decidir onde colocar os pés esta noite.
É tedioso. Está fragmentado. E é exatamente isso que a Web 3.0 promete consertar.
Esta não é apenas mais uma palavra da moda de marketing. É uma mudança estrutural. Muitas vezes chamada de Web Semântica, a Web 3.0 visa tornar a Internet inteligente. Não apenas uma coleção de links, mas uma rede onde as máquinas entendem o significado por trás dos dados.
O que é Web 3.0 e como funciona?
Em um navegador Web 3.0, você para de clicar e começa a falar. Bem, digitando. Mas a intenção é mais importante do que as palavras-chave.
Em vez de pesquisar “filmes de comédia perto de mim” e “restaurantes mexicanos”, você digita uma frase: “Quero ver um filme engraçado e depois comer em um bom restaurante mexicano. Quais são minhas opções?”
O navegador analisa a solicitação. Entende que “engraçado” significa comédia. Ele vincula “então” à sequência. Liga a localização do teatro à proximidade do restaurante. Ele pesquisa respostas na web, organiza a lógica e apresenta um plano coerente. Sem troca de guias. Sem malabarismos mentais.
O navegador funciona menos como um mecanismo de busca e mais como um assistente pessoal.
Ele aprende. Quanto mais você usa, melhor ele conhece o seu gosto. Você pode eventualmente perguntar: “Onde devo ir almoçar?” O navegador verifica seu histórico, observa sua aversão por comida picante (ou seu amor por ela, dependendo da noite), verifica seu GPS e sugere um local. Ele lida com o raciocínio. Você cuida da comida.
Por que a Web Semântica é importante
Para entender por que isso é importante, você precisa ver o que veio antes. A web atual é burra. Ele vê texto. Não entende o contexto. Não pode raciocinar.
Web 3.0 muda a tecnologia subjacente. Ele vincula semanticamente as informações. Isso permite o raciocínio automatizado. Os dados são integrados em toda a web, em vez de ficarem em silos isolados.
Esta evolução é importante porque elimina o atrito. Ele transforma a internet de um lugar que você pesquisa em um lugar que atende você.
Vejamos como chegamos aqui. Compreender o passado explica por que o futuro parece tão diferente.
Indo além da sopa de palavras da moda
Web 2.0 é provavelmente o termo tecnológico mais reconhecido de todos os tempos. Todo mundo já ouviu isso. Poucas pessoas realmente sabem o que isso significa. Alguns dizem que foi apenas um golpe de marketing. Uma forma de fazer com que os capitalistas de risco despejem milhões em sites. Dale Dougherty cunhou isso na O’Reilly Media. No momento? Não houve definição. Ninguém sequer concordou sobre o que era a Web 1.0.
Mas aconteceu. A mudança foi real.
A Web 2.0 transformou a internet de uma biblioteca em uma festa. Na Web 1.0, você lê. Você não escreveu. Você não poderia mudar os livros na estante. A Web 2.0 permite que você pegue um marcador e desenhe nas paredes. Avaliações da Amazon. Conexões do Facebook. Envios do YouTube. Você deixou de ser um consumidor passivo. Você se tornou um criador.
A internet passou de um arquivo estático a uma conversa viva.
Os feeds RSS mantiveram você atualizado. Os telefones celulares colocam a web no seu bolso. Os consoles de jogos se juntaram à festa. Não se tratava mais apenas de computadores. Era uma questão de acesso. Em todos os lugares.
Agora a conversa mudou. Todo mundo quer saber o que vem a seguir. A Web 3.0 está chegando? Será uma revolução? Ou apenas um ajuste sutil que não notaremos?
O que realmente define a Web 3.0
Os especialistas estão lutando por respostas. A definição é mais confusa do que era em 2004. Mas a ideia central está a começar a solidificar-se. Não se trata apenas de quem pode postar conteúdo. É sobre quem é o dono.
Poder centralizado da Web 2.0. Grandes plataformas como Google e Facebook detinham a chave. Você fez o conteúdo. Eles ganharam o dinheiro. Eles controlavam a distribuição. A Web 3.0 pretende quebrar esse ciclo. Ele pressiona pela descentralização.
Pense assim. A Web 2.0 era alugar um apartamento em um prédio corporativo. A Web 3.0 é construir sua própria casa em seu próprio terreno. Você detém a escritura. Você define as regras.
Isso geralmente envolve tecnologia blockchain. Criptomoedas. Fichas. Contratos inteligentes. Parece denso. É denso. Mas o objetivo é simples. Dê aos usuários controle sobre seus dados. Remova o intermediário.
Por que a descentralização é importante para você
Por que você deveria se importar se seus dados residem em um blockchain? Porque agora você não é o dono. O Facebook sabe do que você gosta. O Google sabe onde você esteve. Eles vendem essa atenção. Eles podem banir você. Eles podem alterar os termos. Você não tem recurso.
A Web 3.0 promete uma dinâmica diferente. Sua identidade pode ser portátil. Você leva sua reputação e história de um site para outro. Não há necessidade de reconstruir seu perfil. Não há necessidade de confiar em uma única empresa para não excluir sua conta.
É uma questão de soberania. Soberania digital.
Alguns vêem isso como utópico. Outros vêem isso como um pesadelo de complexidade. Configurar uma carteira criptografada é mais difícil do que criar uma conta no Facebook. Gerenciar chaves privadas é arriscado. Perder a chave? Perder o dinheiro. Perder a conta. Para sempre.
A tecnologia não está pronta para adoção em massa. Ainda não. A experiência do usuário é desajeitada. Os riscos de segurança são altos. Mas a visão é clara. Uma web onde os usuários, e não as empresas, detêm o poder.
Isso vai acontecer? Talvez. A pressão pela mudança está aumentando. As pessoas estão cansadas de ser o produto. Eles querem ser os donos.
Como a Web 3.0 muda a pesquisa de palavras-chave para contexto
Os mecanismos de busca atuais são instrumentos contundentes. Eles examinam as páginas em busca de palavras correspondentes, ponto final. Se você digitar “Saturno”, obterá uma mistura caótica do planeta e da marca do carro. O motor não sabe a diferença. Ele apenas vê a palavra-chave.
A Web 3.0 inverte isso. O objetivo é entender o contexto.
Pense naquelas férias tropicais de US$ 3.000. Hoje, você passa horas alternando entre agregadores de voos e sites de hotéis. Você compara as taxas manualmente. Você cruza as avaliações. É um trabalho tedioso.
Em um cenário Web 3.0, você informa ao sistema suas restrições: tipo de destino, orçamento, preferências. O navegador funciona como um assistente inteligente. Ele investiga os dados da Internet, analisa-os e fornece uma lista selecionada. Pode até sugerir restaurantes locais ou atividades que combinem com sua vibração. Ele trata a web como um banco de dados único e consultável, em vez de uma coleção dispersa de páginas.
A tecnologia promete transformar horas de pesquisa em segundos de tomada de decisão. Mas há um problema.
Riscos de privacidade em uma web hiperpersonalizada
A conveniência geralmente custa alguma coisa. Nesse caso, são seus dados.
Se o seu navegador conhece o que você gosta, não gosta e limites de orçamento bem o suficiente para reservar a viagem perfeita, ele cria um perfil detalhado seu. O que acontece com esse perfil?
Alguns especialistas se preocupam com a exposição não intencional. Se os resultados da sua pesquisa forem adaptados às suas preferências privadas, terceiros poderão inferir coisas que você não pretendia compartilhar? Imagine alguém procurando por você online. Em vez de encontrar informações genéricas, eles podem se deparar com padrões de comportamento derivados de suas interações na Web 3.0.
“Quando tivermos respostas para essas perguntas, será tarde demais para fazer algo a respeito.”
A tensão é clara. Você deseja que o assistente o conheça bem o suficiente para ser útil. Você também não quer que esse conhecimento vaze para a esfera pública.
Abordagens atuais para construir a Web 3.0
Como chegamos lá? A indústria está testando caminhos diferentes.
Uma abordagem importante envolve tecnologias da web semântica. Isso significa marcar os dados com metadados que as máquinas possam entender. Em vez de apenas “Saturno”, os dados são rotulados como “Saturno: Planeta” ou “Saturno: Veículo”. Isso permite que os sistemas distingam a intenção.
Outro ângulo são as redes descentralizadas. Em vez de depender de grandes gigantes da tecnologia para hospedar e interpretar todos esses dados, os proponentes da Web 3.0 sugerem o uso de estruturas semelhantes a blockchain. Isto poderia dar aos usuários mais controle sobre seus próprios perfis de informações.
O objetivo continua o mesmo: conexões mais inteligentes. Mas o método importa. Seja através de uma melhor etiquetagem ou do armazenamento descentralizado, a mudança ocorre da navegação passiva para uma interação ativa e inteligente. A questão não é apenas se isso vai acontecer. É quem controla a inteligência.
Como APIs e mashups impulsionam a próxima era da web
A tecnologia ainda não está pronta. Essa é a dura verdade sobre a Web 3.0. Temos TiVO. Temos Pandora. Eles adivinham o que você gosta. Eles erram às vezes. É tentativa e erro. Mas a Web 3.0 promete algo mais nítido. Um perfil exclusivo para cada usuário. Construído a partir do seu histórico de navegação real.
Pense nisso. Você e seu amigo pesquisam os “melhores tênis de corrida”. Mesmas palavras-chave. Mesmo mecanismo de pesquisa. Resultados diferentes. Sua página mostra corredores em trilha porque você clicou em equipamentos de caminhada na semana passada. Eles mostram picos de maratona porque leem resenhas de corridas. A internet se adapta a você. Não apenas exibe anúncios para você. Ele reescreve a experiência.
Os serviços atuais são limitados. TiVO conhece TV. Pandora conhece música. Eles não sabem tudo. A Web 3.0 quer saber tudo. Essa é a lacuna. O software para obter esse nível de personalização em toda a web? É imaturo. É teórico.
Por que as APIs são os blocos de construção
Então, como chegamos lá? Especialistas apontam para interfaces de programação de aplicativos (APIs). Não deixe a sigla assustar você. Uma API é apenas uma porta. Ele permite que os desenvolvedores criem aplicativos que usam dados de outros serviços.
O Facebook fez isso com a Web 2.0. Sua API permite que os programadores conectem jogos e questionários diretamente na plataforma. Esse foi o palco. Agora, estamos pensando em combinar essas portas.
Insira o mashup. É aqui que dois aplicativos se tornam um. Imagine um site de avaliação de restaurantes. Agora adicione o Google Maps. O novo aplicativo mostra comentários e fixa os locais em um mapa. Simples. Útil.
Em uma Web 3.0 madura, criar um mashup pode ser tão fácil quanto arrastar dois ícones. Você quer ver onde as notícias estão surgindo? Arraste um widget de feed de notícias para um widget do Google Earth. Feito. Sem codificação. Basta clicar.
“Criar mashups será tão fácil na Web 3.0 que qualquer um poderá fazê-lo.”
Essa é a promessa. Mas agora? É principalmente exagero. A infraestrutura não existe para fazer com que a mágica de arrastar e soltar aconteça perfeitamente.
O caso para começar do zero
Alguns especialistas não querem consertar a web atual. Eles querem queimá-lo.
HTML tem sido o padrão há décadas. É desajeitado para o que a Web 3.0 precisa. Esses teóricos defendem uma nova linguagem de codificação. Sem nome. Não testado. Dizem que é mais fácil começar do zero do que modernizar um sistema com 30 anos.
É uma abordagem ousada. Mas também é pura especulação. Não podemos dizer como funcionaria porque a linguagem não existe. É uma página em branco.
Depois, há Tim Berners-Lee. O cara que inventou a World Wide Web. Ele tem sua própria visão. Ele chama isso de Web Semântica. É a espinha dorsal intelectual da maioria das discussões sobre Web 3.0. Mas o que é isso?
O que os widgets estão realmente fazendo?
Vejamos widgets. Aplicativos pequenos. Feeds de notícias. Reprodutores de vídeo. Jogos. Você copia uma linha de código. Você cola em seu site. Bum. Contente.
Os prognosticadores os veem como os átomos da Web 3.0. A ideia é que você os junte como Legos. Combine um widget de clima com um widget de calendário. Obtenha um planejador de atividades ao ar livre personalizado.
Parece intuitivo. Mas falta o “como”. A conexão entre esses widgets ainda não é inteligente o suficiente. Eles não falam um com o outro. Eles apenas ficam sentados lá.
A Web Semântica muda isso. Ele adiciona significado aos dados. Ele informa ao computador que “Nova York” no feed de notícias é o mesmo “Nova York” no widget de previsão do tempo. Sem esse entendimento, o mashup é apenas uma colagem. Não é uma ferramenta.
Estamos esperando por essa mudança. Do conteúdo idiota ao contexto inteligente. Até então, estamos presos à tentativa e erro.
Por que Tim Berners-Lee odeia a Web 2.0 e o que vem a seguir
Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web em 1989. Simples assim. Ele o construiu para permitir que as pessoas compartilhassem informações. Ele também acha que o termo “Web 2.0” é lixo. Apenas jargão sem sentido.
Berners-Lee contesta a existência da Web 2.0, chamando-a de nada mais do que jargão sem sentido.
Ele argumenta que a web sempre deveria funcionar da mesma forma que a Web 2.0. Então, o que vem a seguir? Ele vê um futuro que se parece muito com a Web 3.0. Mas ele a chama de Web Semântica.
No momento, a web foi construída para humanos. Você leu uma página. Você entende. Os computadores não. Um mecanismo de pesquisa procura palavras-chave. Não entende o contexto. Ele vê a palavra “maçã”, mas não sabe se quer uma fruta ou um laptop.
A Web Semântica muda isso. Ele usa agentes de software. Estes são programas que rastreiam a web. Eles procuram informações. Eles entendem isso. Como? Através de ontologias.
Uma ontologia é um arquivo. Ele define relações entre os termos. Pense nisso como um mapa de significado.
Tomemos como exemplo as relações familiares. Uma ontologia os define estritamente:
- Avô : Ancestral direto, duas gerações atrás.
- Pai : Antepassado direto, uma geração atrás.
- Irmão : Compartilha o mesmo pai.
- Sobrinho/Sobrinha : Filho de um irmão.
- Tia/Tio : Irmão de um dos pais.
- Primo : Filho de uma tia ou tio.
Isso permite que um computador entenda que um primo não é irmão. Obtém a nuance.
Para que isso funcione, as ontologias precisam estar em metadados. Esse é o código nos bastidores. Invisível para você. Legível por máquinas.
Aqui está o problema. Criar ontologias é um trabalho árduo. É preciso esforço. Os críticos dizem que a maioria das pessoas não fará isso. Quem quer manter arquivos complexos em seu blog? A barreira de entrada é alta.
Mas então há marcação.
Algumas pessoas adoram rotular as coisas. Os blogs têm tags. O Flickr permite marcar fotos. O Google até gamificou isso com o Google Image Labeler. Você corre contra outra pessoa para marcar as imagens corretamente.
A Web 3.0 pode combinar essas ideias. Combine a Web Semântica de Berners-Lee com a cultura de marcação da Web 2.0. Os mecanismos de pesquisa podiam ler tags e rótulos. Eles retornariam melhores resultados. Mais relevante. Menos suposições.
É principalmente teoria agora. Mas as pessoas já estão olhando para além da Web 3.0. Eles querem saber o que vem depois disso.
O futuro está mais longe. E mais estranho. Continue lendo.
Como a Web 3.0 se encaixa na teoria do ciclo de 10 anos
Então, o que realmente vem depois da Web 2.0? A resposta depende de para quem você pergunta. Algumas previsões parecem roteiros de TI fundamentados. Outros parecem apresentações de ficção científica.
Nova Spivack, empreendedora e teórica de tecnologia, argumenta que a web se move em ciclos estritos de 10 anos. É um padrão que ele vê na infraestrutura. A primeira década foi toda voltada para o back-end. Os programadores construíram os protocolos e linguagens de código que permitem a existência de páginas da web. Foi um trabalho fundamental. Chato, principalmente, mas necessário.
Então veio a segunda década. O foco mudou para o front-end. Esta foi a era da Web 2.0. De repente, as pessoas não estavam apenas visualizando páginas. Eles os estavam usando como plataformas. Os aplicativos eram executados em navegadores. Apareceram mashups. A interação tornou-se o objetivo.
Estamos agora batendo no muro desse ciclo. De acordo com Spivack, a próxima fase é Web 3.0. E está voltando para o back-end.
Os desenvolvedores irão refinar a infraestrutura da Internet para oferecer suporte a navegadores mais inteligentes. Trata-se de construir os canos para a próxima onda. Depois que esse trabalho pesado estiver concluído, poderemos ver a Web 4.0. É quando o front-end explode novamente. Milhares de novos programas serão lançados, usando a base da Web 3.0 como base.
É um balanço de pêndulo. Back-end. Front-end. Back-end. Front-end.
A web se tornará um mundo virtual 3D?
Nem todos concordam com a definição técnica. Alguns teóricos ignoram totalmente a web semântica. Eles estão apostando na profundidade. Literalmente.
Em vez de uma tela plana, eles veem uma Web 3D. Imagine fundir a realidade virtual com os mundos persistentes dos MMORPGs. A web se torna uma paisagem. Você não rola. Você anda.
A navegação muda da perspectiva de primeira pessoa ou por meio de um avatar digital. É o Metaverso antes do termo ser legal. A ilusão de profundidade muda a forma como você consome informações. Você não está lendo uma página. Você está nele.
A web pode pensar? O ângulo da computação distribuída
Aqui está a previsão mais abstrata. A web pode evoluir para uma verdadeira inteligência artificial. Não adicionando servidores melhores a uma máquina central, mas usando computação distribuída.
Neste modelo, milhares de computadores realizam um único trabalho massivo. Cada máquina lida com uma pequena fatia. A web se torna um cérebro gigante. Faz referência a ontologias profundas para analisar dados. Extrapola novas ideias.
Não é apenas pesquisa. É compreensão. A web pensa compartilhando a carga de trabalho.
Tudo se conecta. Até suas roupas.
A fronteira do hardware está se dissolvendo. A web não ficará presa em laptops e celulares. Os relógios se conectarão. As televisões serão conectadas. As roupas podem se conectar.
Os usuários manterão um link constante com a web. A web manterá um link constante para eles. Seu agente de software aprende você. Ele monitora suas atividades eletronicamente. Ele constrói um perfil.
Isso cria um ponto de atrito. Privacidade versus conveniência. Quanto mais a web conhece você, mais personalizada será a experiência. Mas quantos dados você está disposto a negociar por essa personalização?
O fim dos silos de mídia
O entretenimento se fundirá com a web. As distinções entre rádio, televisão e cinema serão confusas. A web se torna o sistema de entrega de tudo isso.
Fluxo de programas de rádio. Programas de TV ao vivo online. Os longas-metragens são lançados diretamente nos dispositivos. O meio não importa. A conexão sim.
Como será a web do futuro?
É muito cedo para dizer qual previsão vencerá. Talvez nenhum deles o faça. Talvez o futuro seja mais estranho do que as suposições mais extremas.
Uma coisa é certa. Precisamos de um nome para isso.
Perguntas frequentes
Qual o papel da inteligência artificial e do aprendizado de máquina na Web 3.0?
IA e aprendizado de máquina são fundamentais para o conceito. Eles permitem que a web interprete os dados contextualmente. Isso leva a experiências de usuário mais personalizadas.
Como a Web 3.0 afetará a privacidade e a segurança dos dados?
Isso levanta novos desafios. O aumento da interconectividade e da compreensão automática dos dados pessoais exigem proteções avançadas. A privacidade se torna um problema técnico central.
Recursos e leituras adicionais
Artigos relacionados
– Questionário da Web 3.0
– Existe uma Web 1.0?
– Como funciona a Web 2.0
– Como funciona a Web Semântica
– Como funcionam as páginas da web
– Como funcionam os servidores web
– Como começou a Internet?
– Como funcionam os blogs
– Como funciona o comércio eletrônico
– Como funciona a criptografia
– Como funciona o Facebook
– Como funciona a infraestrutura da Internet
– Como funciona o MySpace
Links externos
-Blog de Tim Berners-Lee
– Cimeira Web 2.0
– Iniciativa de código aberto
Fontes
-Padeiro, Stephen. “Web 3.0.” Semana de Negócios. 24 de outubro de 2006.
– Berners-Lee, Tim, Hendler, James e Lassila, Ora. “A Web Semântica.” Científico Americano. Maio de 2001.
– Calacanis, Jasão. “Web 3.0, a definição ‘oficial’.” Calacanis. com. 3 de outubro de 2007.
– Carr, Nicholas. “Bem-vindo Web 3.0!” Tipo aproximado. 11 de novembro de 2006.
-Clarke, Gavin. “Berners-Lee pede calma na Web 2.0.” O Registro. 30 de agosto de 2006.
-Iskold, Alex. “Web 3.0: quando os sites se tornam serviços da Web.” Leia Escrever Web. 19 de março de 2007.
– Markoff, John. “Empreendedores veem uma web guiada pelo bom senso.” New York Times. 12 de novembro de 2006.
– Metz, Cade. “Web 3.0.” Revista PC. 14 de março de 2007.
– Mitra, Sramana. “Web 3.0 = (4C + P + VS).” SramanaMitra. com. 14 de fevereiro de 2007.
– “Nova Spivack: A Web de Terceira Geração – Web 3.0.” intençãoBlog. 7 de fevereiro de 2007.
-Richards, Jonathan. “Web 3.0 e além: os próximos 20 anos da Internet.” Tempos on-line. 24 de outubro de 2007.
O pesadelo do SEO e o sonho dos dados
Terri Wells, do Search Engine News, acertou em cheio em 2006. Ela viu o que estava escrito na parede para mecanismos de pesquisa. A Web 3.0 não era apenas uma interface mais legal. Foi uma ameaça ao modelo baseado em palavras-chave.
Se as máquinas podem falar com as máquinas. Se os dados forem estruturados e semânticos. Então os velhos truques do Google param de funcionar. Não inteiramente, mas o poder muda. Você não se classifica mais para “voos baratos”. Você classifica por ter a melhor API de dados de voo. A intenção muda. O jogo muda.
É por isso que como a Web 3.0 impacta o SEO continua sendo uma questão válida hoje. Os princípios não desapareceram; eles acabaram de evoluir para dados estruturados e marcação de esquema. Wells alertou que o SEO se concentraria menos em enganar os bots e mais em fornecer-lhes informações precisas e úteis.
Phil Wainewright, da ZDNet, olhou para isso do lado comercial. Ele esperava uma mudança em direção à Arquitetura Orientada a Serviços. SaaS. Tudo como um serviço. A ideia era simples. Pare de criar aplicativos monolíticos. Comece a conectar microsserviços.
Parece chato. Não é. Isso significa que seu telefone não precisa baixar uma nova versão de um aplicativo para obter um recurso. O back-end cuida disso. O usuário apenas vê o resultado. Esta é a base do que hoje chamamos de CMS “sem cabeça” e desenvolvimento de API-first. Wainewright viu a dissociação antes que ela tivesse um nome legal.
Depois houve a máquina de hype. Android Tech blogou sobre isso no final de 2006. “Você ainda não viu nada!” foi a manchete. Otimista. Alto. Eles se concentraram na experiência do usuário. Mídia mais rica. Melhor interatividade. A web se tornando uma plataforma de aplicativos.
Steve Spalding tentou cortar o barulho. Ele perguntou como realmente defini-lo. Não os chavões. A mecânica. Sua resposta? É uma questão de inteligência. A web sabendo o que é. Não apenas exibindo texto, mas entendendo que “Paris” é uma cidade, não o nome de uma pessoa.
Essa camada semântica é o fantasma que ainda assombra a tecnologia moderna. Nós temos isso, parcialmente. Schema.org existe. Mas a visão plena de uma teia que raciocina? Isso ainda está distante.
Então, onde isso nos deixa? Temos as APIs. Temos a nuvem. Temos as tags semânticas. Mas não conseguimos a utopia. A web é mais rápida, sim. Mas também é mais fragmentado. Mais jardins murados.
A promessa da Web 3.0 era a conectividade. A realidade era complexidade. Mas as ferramentas que usamos hoje? Eles são os filhos daquela época. O sonho não morreu. Ficou muito mais técnico.
A web não é mais uma biblioteca. É uma fábrica. E todos nós somos trabalhadores nisso.
Você não vê mais “Web 3.0” em muitos slides. Eles chamam isso de Nuvem agora. Ou a Economia da Plataforma. O nome muda. A pressão para conectar tudo? Isso fica.
Isso força os desenvolvedores a pensar de forma diferente. Menos código. Mais configuração. Menos armazenamento local. Mais chamadas remotas. É eficiente. Também é frágil. Quando a rede cai. O aplicativo quebra. Na Web 2.0, o aplicativo poderia ter progredido. Neste mundo conectado, o offline é muitas vezes



























